Cursos de estética, cosméticos e treinamentos
Loading...

Cosmeticos X envelhecimento


COSMÉTICOS X ENVELHECIMENTO

A nossa pele sofre ao longo da vida dois tipos de envelhecimento: o intrínseco, que ocorre naturalmente, e o extrínseco, também conhecido como fotoenvelhecimento, que é provocado pela exposição incorreta ao sol. Os profissionais da área trabalham com o fato de que o fotoenvelhecimento causa um dano à pele ainda pior que o provocado pela natureza. É nessa linha que agem os produtos cosméticos

FOTOENVELHECIMENTO 

Nilson

Um dos exemplos preferidos dos dermatologistas ao recomendar o uso de protetor solar para seus pacientes são as gêmeas abaixo. A foto foi tirada quando elas tinham 71 anos. A da direita, mais exposta à radiação ultravioleta do sol que a irmã, apresenta os sinais claros causados pelo fotoenvelhecimento, como a elastose - destruição das fibras elásticas da pele, levando à perda de elasticidade e esse aspecto de uva passa. Isso ocorre por conta da penetração dos raios UVA até a derme, provocando alterações nas fibras, nos vasos e nas glândulas. Outras alterações típicas são manchas, engrossamento da pele e, no pior dos casos, câncer de pele, provocado pelos raios UVB, que ficam retidos na epiderme 

reprodução
Irmãs gêmeas envelheceram de modo diferente

ENVELHECIMENTO NATURAL 

Independentemente de qualquer coisa que façamos, as rugas de expressão são implacáveis e uma hora vão começar a aparecer. Com o passar do tempo, ocorre atrofia da epiderme e da derme. A cada dez anos, a pele perde 7% de sua espessura. Diminuem a proliferação celular e a atividade dos fibroblastos, células que formam as fibras de colágeno e elastina, respectivamente as responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele. Esse envelhecimento é mais suave, lento e gradual, causando danos estéticos pequenos. Também aparecem naturalmente as rugas de expressão, provocadas pelo movimento normal do rosto, como abrir e fechar a boca ou franzir a testa

reprodução

reprodução

20 anos 
Prevenção deve começar antes do aparecimento dos primeiros sinais

50 anos 
Com o passar do tempo, a pele perde elasticidade e fibras, e ganha rugas

Efeitos sobre a pele

Nilson

Três tipos de produtos agem em prol da beleza e da redução dos sinais: cosméticos, cosmecêuticos e medicamentos

Cosméticos 
Por definição, são produtos voltados para o embelezamento e que não deveriam interferir ou modificar as condições fisiológicas da pele. São os cremes puramente hidratantes, que trazem uma melhora superficial, agindo somente na epiderme. Os filtros solares também se encaixam aqui, apesar do forte poder preventivo contra o fotoenvelhecimento 

Cosmecêuticos 
O termo não é regulamentado e é bastante controverso. Os produtores de cosméticos o têm divulgado como sendo uma categoria de produtos de qualidade superior, com promessas de agir em camadas mais profundas da pele (derme), melhorar a comunicação celular e interferir em mecanismos de produção do colágeno. Estão incluídos o retinol (vitamina A), os alfa-hidroxiácidos (ácidos glicólico e lático) e as vitaminas, além de novos princípios ativos que prometem ações rápidas, pele mais firme, elástica e com menos rugas

Medicamentos 
Produtos que realmente modificam a fisiologia da pele, como os ácidos retinóicos, são considerados remédios e só podem ser prescritos por médicos. Além de melhorar a comunicação celular, o ácido retinóico melhora a irrigação da pele, diminui as manchas e de fato aumenta a produção de colágeno. A ação dele é muito mais intensa que as dos cosmecêuticos. As diferenças na pele são mais significativas, mas também há mais risco e por isso só pode ser manipulado por médicos



Você sabe o que isso significa COLÁGENO HIDROLIZADO? Produzido, geralmente, em cápsulas, estes suplementos agem melhorando a hidratação, a elasticidade e a firmeza da pele, combatendo as rugas, a flacidez facial e agindo na manutenção da integridade deste tecido. De acordo com o Dr. Carlos Henrique Portes Malatrasi, Farmacêutico Bioquímico, o envelhecimento cutâneo é um processo degenerativo progressivo que surge naturalmente e é resultante de um declínio fisiológico das funções do tecido cutâneo. Esse declínio é o culpado pelos sinais de flacidez da pele, formação de rugas e prejuízo na renovação celular. “Nem sempre nosso organismo consegue sintetizar e renovar o colágeno ingerido com os alimentos e a diminuição progressiva desse sistema pode trazer evidente prejuízo corporal, físico e funcional. Daí a importância da suplementação com colágeno hidrolisado. Ela é benéfica à saúde, pois é capaz de auxiliar no tratamento de alguns processos patológicos ou mesmo fisiológicos, como o próprio envelhecimento”, explica Malatrasi”. Segundo uma pesquisa desenvolvida no Brasil, ficou comprovado que a ingestão diária de 5g de colágeno hidrolisado melhora a hidratação e diminui os riscos de flacidez da pele, proporcionando 5,5% mais firmeza e 10% mais elasticidade facial. Sua ingestão a partir dos 25 anos de idade, além de ajudar a retardar o envelhecimento da pele, mantém a integridade do tecido cutâneo por muito mais tempo. Saúde Mais - Blog


 
 

 
     DMAE - HERÓI OU VILÃO? - Vale a pena analisar alguns pontos sobre as pesquisas de eficácia e segurança 
 
 
    Quem prescreve e utiliza os Cosméticos, deseja eficácia e segurança.  Mas como ter essa garantia em um mercado carente de comprovações científicas? Quando se trata do uso do DMAE, vale a pena analisar alguns pontos sobre  a eficácia e a segurança. 
DMAE é a abreviação de dimetilaminoetanol, também conhecido por Deanol. Este ativo começou a ser utilizado topicamente para o tratamento antienvelhecimento a partir de 1995, sendo seu maior defensor o Dr. Nicholas Perricone, Médico Dermatologista que detém a patente do DMAE. Sua aplicação contribui com a melhoria da firmeza da pele, estabiliza a membrana plasmática, reduzindo os sinais de envelhecimento, de uma maneira muito rápida. Esta rapidez é conhecida como “Efeito Cinderela”, pois observa-se a melhora em termos de firmeza da pele e efeito “lifting” após 30 a 60 minutos da aplicação. Dificilmente consegue-se este resultado com outros ativos. O Dr. Perricone possui uma vasta literatura publicada sobre o assunto, mas ainda assim pairam dúvidas no ar sobre a comprovação científica.
Estudos baseados em observação clínica em 2002 concluíram que com o uso continuado do DMAE resulta em melhoria da firmeza da pele com diminuição dos aspectos do envelhecimento cutâneo. A ANVISA se baseou nestes estudos de 2002 e na liberação americana para aprovar o uso tópico do DMAE no Brasil em 2003, e a liberação é mantida até hoje, sendo considerado seguro para as agências governamentais.
Mas a comunidade científica questiona, qual é o mecanismo de ação do DMAE que resulta nas melhorias das condições da pele observadas clinicamente? 
Um estudo publicado pelo Dr Morrisette e sua equipe no British Journal of Dermatology em 2007, descreve que a aplicação de DMAE a 3% em uma cultura de células (fibroblastos de pele de coelho) provoca a formação de vacúolos celulares. Este efeito não é desejável, já que os vacúolos danificam a célula resultando na morte da mesma. Os autores sugerem que o efeito antirrugas pode ser devido a formação de vacúolos dentro das células, o que provocaria uma expansão celular (inchaço) tendo um rápido efeito na aparência geral da pele. A longo prazo presume-se que o uso do DMAE danifique a pele.
O Dr. Dimas Rocha Jr, em 2008, concluiu que o DMAE aumenta a contração muscular após 7 horas da aplicação tópica. Mas esta comprovação só explicaria o efeito antirrugas a longo prazo, e não o “efeito Cinderela”, que ocorre após 30 minutos da aplicação. Dr. Dimas sugere que o Cinderela pode estar relacionado ao inchaço dos fibroblastos (vacuolização) relatado por Morrisette.
Em 2009, Dra Tadine comparou a aplicação de uma formulação cosmética contendo 3% de DMAE e da mesma base cosmética sem o ativo em humanos. Concluiu que não houve diferença estatisticamente significativa entre essas duas formulações quanto ao efeito tensor imediato, ao aumento no conteúdo aquoso, a melhoria da viscoelasticidade da pele, a hidratação ao longo do tempo, a melhoria do tônus e firmeza da pele e a diminuição das rugas. Com ou sem DMAE os resultados foram similares. Esta pesquisadora encontrou vantagem no uso do DMAE apenas na diminuição da perda transepidérmica de água. Outro estudo realizado por sua equipe com aplicação de cosmético com DMAE em camundongos sem pelo, resultou no aumento da espessura da derme e das fibras de colágeno, mas lembrando que a pele dos camundongos é mais fina, o que facilita a penetração dos ativos em camadas mais profundas e o comportamento da pele humana não é similar.
Aproveitando a avaliação independente  Smart Skin Care, podemos destacar estes pontos:
1 - Quase qualquer substância, mesmo as que conhecemos como benéficas, podem ser tóxicas sob certas condições por exemplo: altas concentrações, a certos valores de pH ou temperatura, em combinação com outros agentes químicos, etc.  Um exemplo é ao adicionar excesso de vitamina C em uma cultura de células pode ser letal. Além disso é difícil afirmar que o que ocorre em uma cultura de células possui comportamento similar no tecido da pele, que foi a base do estudo de Morrisette.

2 - Mesmo que o DMAE comumente utilizado nas formulas produza algum grau de dano na pele, isto o  desqualifica automaticamente como um ativo eficaz. Muitos ativos utilizados nos tratamentos de rejuvenescimento como alfa-hidroxi-ácidos, peelings químicos, tratamentos a laser e outros atuam pela produção controlada de dano na pele. 
Portanto a questão não é apenas se o DMAE produz danos à pele, mas se este dano pode ser transitório e talvez até benéfico ao longo do tempo. O uso tópico é considerado recente e até o momento não existem muitos trabalhos científicos que comprovem sua eficácia ou que elucidem seu mecanismo de ação no tecido cutâneo. 
O que se observa no mercado é que desde a divulgação do estudo de Morrisette e sua equipe em 2007, houve uma grande divisão de opiniões, que permanece até hoje. Enquanto muitas empresas retiraram o DMAE de suas formulações, outras resolveram mantê-lo.
O papel do DMAE foi transferido em grande parte para o Ácido Hialurônico, talvez por ser tradicional e ação similar em se tratando de  resultado na hidratação, elasticidade da pele, redução de linhas de expressão e rugas, e haver muitas pesquisas no meio científico com ampla utilizaç
ão na medicina estética. 
Então, você utilizaria ou recomendaria o uso de DMAE?  Agora, é com você! 
Por Luciene Pereira


Rua Machado de Assis, 60 Curitiba Paraná Brasil
(555) 041 30184406