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HIPERCROMIA MANCHAS

Colega, faremos este estudo em partes, pois é um assunto complexo e emocionante e merece nossa atenção.

UM ESTUDO DE HIPERCROMIA 
COM DIFERENTES FORMULAÇÕES CLAREADORAS
INTRODUÇÃO



A finalidade do emprego de fármacos sobre a pele pode ter o intuito de preservar suas características naturais, através de uma ação curativa ou, então, a modificação da mesma, a
fim de atender a apelos estéticos. 
Um fator de preocupação e responsável pelas diferenças de tonalidades da pele são as discromias, que podem ser representadas por manchas mais claras (hipocromias) ou mais escuras (hipercromias) do que a coloração da pele normal e produzem, na sua maioria, um resultado estético desagradável.
As hipercromias são desordens de pigmentação que tem origem numa produção exagerada de melanina. Essas manchas podem surgir devido a fatores como envelhecimento,
alterações hormonais, inflamações, alergias e exposição solar, dentre outros.
Várias substâncias são utilizadas no tratamento de hipercromias, tanto sozinhas, quanto em associações. Pode-se citar, por exemplo, a hidroquinona, o ácido glicólico, o ácido retinóico e o ácido kójico como agentes despigmentantes de relevância, tendo dessa maneira suas ações clareadoras avaliadas no tratamento de uma hipercromia pós-inflamatória.
Para melhor entender estas desordens da coloração cutânea faz-se necessário retomar alguns tópicos da anatomofisiologia da pele.
A pele é o maior órgão do corpo humano correspondendo à cerca de 5% do seu peso total. Funcionalmente age como um envoltório de proteção ao meio externo controlando a perda de fluidos corporais, evitando a penetração de substâncias estranhas e nocivas ao organismo, atuando assim como uma capa protetora e uma barreira impermeável a muitas substâncias. 
A pele é dividida em três camadas com funções distintas.
A mais externa e principal barreira de defesa é a epiderme; a intermediária e vascularizada é conhecida como derme; e a mais profunda, constituída de tecido gorduroso, a hipoderme.
A epiderme é constituída de um epitélio multiestratificado composto por células de Malpighi (germinativas) que apresentam atividades específicas em suas diferentes camadas e o
estrato córneo. A síntese de lipídios e de proteínas (queratinização) ocorre na camada basal, enquanto que na camada espinosa encontram-se os desmossomas, estruturas responsáveis pela estabilidade da epiderme contra distorções mecânicas e os queratinócitos, células fundamentais para a  coloração da pele.
As células da camada granulosa contêm grânulos de queratohialina que são precursores da queratina do estrato córneo.  Encontram-se também as células de Langerhans que constituem um importante componente de defesa imunológica da pele (sistema monócito-macrofágico) e os melanócitos, células especializadas na produção de
pigmentos. 
A derme apresenta-se como uma estrutura resistente e elástica, devido às fibras colágenas, elásticas e reticulínicas que a compõe. Contém anexos cutâneos dos tipos córneos (pêlos
e unhas) e glandulares (glândulas sebáceas e sudoríparas), bem como nervos e terminações nervosas. Representa a segunda linha de proteção contra traumatismos e é responsável pela irrigação sanguínea da epiderme, auxiliando nas funções de termorregulação e percepção do ambiente. 
Já a hipoderme, a camada mais profunda da pele, consiste basicamente em uma estrutura adiposa cercada de septos fibrosos por onde transcorrem vasos e nervos cutâneos de maior
volume. Fundamentalmente, a hipoderme desempenha funções de reservatório nutritivo, conservação da temperatura
corporal e proteção mecânica do organismo contra pressões e traumatismos externos. 
Um funcionamento eficiente e de forma harmônica das estruturas que compõe a pele garante saúde ao órgão e permite que este possa desempenhar suas múltiplas funções de forma adequada propiciando uma boa aparência ao indivíduo.
A  melanina e a cor da pele
A coloração da pele é um fator de grande relevância nabusca de uma aparência saudável e consiste em uma combinaçãode vários fatores que vão desde a condição do estrato
córneo até a quantidade de pigmentos existentes. As célulasepidérmicas e dérmicas fornecem um tom natural branco ouamarelo de acordo com sua espessura, enquanto que os vasos
sanguíneos contribuem com a coloração de acordo com onúmero, estado de dilatação, sua proximidade com a superfícieda pele e grau de oxigenação fornecendo um tom roxo a
azulado devido à hemoglobina. Já os carotenóides amarelospresentes na hipoderme também contribuem para a formaçãoda cor, mas esta depende principalmente da melanina
sintetizada.
Derivada do grego melas (preto), a melanina se constituicomo um polímero protéico originado da oxidação da tirosinapela enzima tirosinase para a diidroxifenilanina (DOPA)dentro de células especializadas denominadas melanócitos.Neste processo são formados dois tipos de melanina; as eumeaninas que se constituem em um grupo homogêneo de pigmentos
pardos, insolúveis, resultantes da polimerização oxidativade compostos indólicos derivados da DOPA e as feomelaninas,correspondentes a um grupo heterogêneo de pigmentos
pardos avermelhados, solúveis em meio alcalino, constituídas por benzotiazidas e benzotiozóis (derivados da cisteinildopa).

As desordens da coloração cutânea

As discromias, patogenias caracterizadas por alteração da cor natural da pele, diretamente relacionadas a distúrbios do sistema melanócitos, apresentam-se de forma localizada, difusa, regional ou circunscrita no corpo. Essas desordens pigmentarias, locais ou generalizadas são classificadas de acordo com a distribuição anômala de melanina em acromias, hipocromias
e hipercromias. Segundo Rescigno & Rubin  ainda pode-se encontrar discromias relativas à presença de outro pigmento de origem interna ou externa.
A hipocromia, também denominada hipopigmentação,hipomelanose ou leucodermia caracteriza-se por manchas com um tom mais claro do que a pele do indivíduo,causadas pela diminuição da melanina epidérmica, que de uma maneira geral resultam da ausência de melanócitos e
problemas na formação e transferências dos melanossomas para os queratinócitos, o que leva a uma produção insuficiente de melanina. A hipocromia pode estar relacionada também
a falta de vitamina B. Já as acromias são manchas brancas de diferentes formatos originadas da total ausência de melanina,sendo que quando estas se apresentam envoltas por uma zona
hiperpigmentada denominam-se leucomelanodermias.A estimulação do melanócito por fatores internos ou externos leva a produção excessiva de melanina epidérmica ou dérmica o que origina manchas hipercrômicas. Estas hipercromias, hiperpigmentações ou ainda hipermelanoses
quando se apresentam circunscritas são chamadas de máculas e quando difusas ou regionais melanodermias.
As afecções hipercrômicas de origem epidérmica apresentam-se como manchas castanhas (hipercromias propriamente ditas) que resultam da melanina aumentada na epiderme
devido ao aumento da atividade e do número de melanócitos secretores e elevação do número de tamanho dos melanossomas.
As manchas azuis, azul-acinzentado ou cinzentas são manifestações da hipercromia dérmica e devem-se a presença de melanina em melanócitos ou em macrófagos dérmicos com coloração ardósia, azul ou cinza. Esse tom azul também pode ser fornecido a pele por fontes não-melanínicas,
ou seja, ocronose, tatuagens e deposição de outros materiais estranhos na derme. 
De forma mais simples, é possível classificar as desordens hiperpigmentárias pela amplitude que atingem o tecido cutâneo, ou seja, localizadas ou generalizadas.
Dentre as localizadas encontram-se o cloasma ou melasma, efélides ou sardas, hipercromias pós-inflamatórias, xeroderma pigmentoso, lentigos ou lentigens, nevos pigmentados e manchas senis entre outras enquanto a Doença de Addison e farmacodermias fotodinâmicas são exemplos de hipercromias generalizadas.
 
  SEGUE O TEXTO EM Hipercromia II
 

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