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Microagulhamento, Fases da Cicatriz e Dermaplaning


MICROAGULHAMENTO – A TERAPIA QUE INDUZ A PRODUÇÃO DE COLÁGENO – REVISÃO DE LITERATURA ALBANO, R.P.S1 ., PEREIRA,L.P2 ., ASSIS, I.B³



A técnica teve início na década de 90, como nome de “subincisão”. Primeiramente apresentada por Orentreich, sua finalidade era induzir a produção de colágeno no tratamento de cicatrizes cutâneas e rugas. Devido a técnica envolver lesão, foi denominada como TIC – Terapia de Indução de Colágeno (CIT – Colagen Induction Therapy). Na mesma década, o Congresso de Cirurgia Plástica e Reconstrutora em Madri, na Espanha e o Congresso Internacional de Cirurgia Plástica e Estética em Paris, na França, aceitaram e aderiram à técnica. Na ocasião, o cirurgião plástico Camirand (1997), descreveu resultados em punturações feitas com uma pistola de tatuagem em duas pacientes que apresentavam cicatrizes faciais hipercrômicas, causadas após um procedimento cirúrgico na face (facelifting). O objetivo foi de camuflar com tatuagem a cicatriz, com pigmentos da cor da pele. No entanto notou-se que a lesão causada pelas finas agulhas, desencadearam uma nova síntese de colágeno saudável. Mas somente em meados de 2000 que o cirurgião plástico sul-africano Dermond Fernands criou um aparelho apropriado para a indução de colágeno, constituído por um cilindro rolante cravejado de microagulhas. O novo designer permitia uma perfuração uniforme e rápida, além de permitir trabalhar em áreas maiores e com profundidades diferenciadas para cada região. Desta forma foi criado o Dermaroller, marca registrada e mais conhecida nos tratamentos de microagulhamento. A injúria provocada pelo microagulhamento, desencadeia através da perda da integridade do tecido, uma nova produção de fibras colágenas afim de reparar as fibras danificadas, a dissociação dos queratinócitos, a liberação de citocinas ativadas pelo sistema imune, geram uma vasodilatação no local Revista Saúde em Foco – Edição nº 10 – Ano: 2018 revistaonline@unifia.edu.br Página 458 da injúria, fazendo com que queratinócitos migrem para a região e reestabeleçam o tecido lesionado (Figura 2).Além da resposta fisiológica, as micropunturas facilitam a permeação de ativos no tecido (LIMA et al, 2013; DALBONE et al, 2014). Segundo Oliveira (2012) e Lima et al (2013), após a lesão, inicia-se a fase mais importante do tratamento, a cicatrização, que pode ser dividida em três fases:

1 – Fase inflamatória (1 a 3 dias): ocorre imediatamente após a lesão, formando coágulos para proteger de contaminação, liberando histamina e serotonina, promovendo a vasodilatação e fazendo a quimiotaxia de neutrófilos e monócitos, responsáveis pela liberação de queratinócitos. O novo tecido depende de fatores de crescimento (MDGF – Fatores de Crescimento Derivados de Macrófagos), que incluem os fatores derivados de plaquetas (PDGF), os fatores transformadores alfa, beta, os interleucina-1 e fator de necrose tumoral. Após 72 horas, os linfócitos T liberal a interleucina -1, reguladora da colagenase e as linfocinas. Estas são responsáveis pela resposta imunológica (SETTERFIELD, 2010)

. 2 – Fase proliferativa (3 a 5 dias): a ferida é fechada pelos processos de epitelização, angiogênese, fibroplasia e depósito de colágeno. Nestas etapas, a membrana da camada basal restaura os tecidos, a angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) promove nutrição e oxigênio, a fibroplasia se inicia de 3 a 5 dias após a lesão e pode perdurar por 14 dias, ativando os fibroblastos e a produção de colágeno tipo I e formação de matriz extracelular (CAMPOS et al, 2007). Segundo Setterfield (2010), o aumento de queratinócitos na presença dos fatores de crescimento epidérmicos é 8 vezes maior. Daí a importância de se fazer associação de ativos durante o tratamento com microagulhamento. Até o 20º dia do procedimento, a inflamação tende a diminuir para permitir a formação de um novo tecido.

3 – Fase de remodelamento (28 dias a 2 anos): nesta fase há o aumento da resistência tecidual. Tazima et al, (2008), afirma que nesta fase de remodelamento o colágeno tipo I passa para o tipo III , aumentando a força tensora do tecido em até 80%. O colágeno é a principal proteína da matriz extracelular. Sua estrutura rígida e helicoidal tripla de cadeia longa se assemelha a uma corda. Durante o processo de maturação, ela pode crescer de maneira desordenada, criando a cicatriz. A perfuração ordenada do roller no entanto, faz a orientação cicatricial de forma saudável. Esse processo pode levar até 2 anos, mas a recuperação da força de tração original na área lesionada pode chegar a 80% (SETTERFIELD, 2010) 

Representação do tempo de recuperação tecidual.

1º ao 2º dia · Ação dos macrófagos · Presença do componente inflamatório · Início da reepitelização

4º dia · Angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos. Um processo normal do crescimento e cura)

4º ao 14º dia · Alinhamento progressivo de fibroblastos · Alinhamento progressivo de miofibroblastos · Produção de colágeno · Contração da matriz extracelular · Ação dos elementos de fabricação da matriz dérmica

14º dia a 2 anos · Remodelação colágena · Apoptose celular · Repigmentação 

ASSOCIAÇÃO TERAPÊUTICA As associações são necessárias para promover uma resposta rápida ao tratamento. Em geral são feitas nos intervalos de aplicação do microagulhamento, porém podem ter indicação pré ou pós início do tratamento. Das mais utilizadas, lista-se: *· Peeling químico – técnica consiste em promover a descamação da camada córnea da pele. Usa-se ácidos de acordo com a necessidade, ou seja, para hipercromias (ac. Lático, Salicílico, etc.), para acne (ac. Mandélico), para fotoenvelhecimento (ac. Glicólico), e assim por diante. ·* Luz intensa pulsada (LIP) – utilizada nos intervalos de tratamento de fotoenvelhecimento e hiperpigmentação. *· Radiofrequência (RF) e Carboxiterapia – com o objetivo de estimular a produção de colágeno, sugere-se o uso pré tratamento com microagulhamento. *· Vacuoterapia – associada ao tratamento de celulite, pode ser utilizada pré ou durante o tratamento.



estudo sobre as FASES DA CICATRIZAÇÃO( interessante saber antes de microagulhamento ou Jato de Plasma)

A cicatrização de feridas é uma reação fisiológica natural à lesão tecidual. Entretanto, a cicatrização de feridas não é um fenômeno simples, mas envolve uma interação complexa entre vários tipos de células, citocinas, mediadores e o sistema vascular. A cascata de vasoconstrição inicial dos vasos sanguíneos e agregação plaquetária é projetada para interromper o sangramento. Isto é seguido por um influxo de uma variedade de células inflamatórias, começando com o neutrófilo. Essas células inflamatórias, por sua vez, liberam uma variedade de mediadores e citocinas para promover angiogênese, trombose e reepitelização. Os fibroblastos, por sua vez, colocam componentes extracelulares que servirão como andaimes.

A fase inflamatória é caracterizada por hemostasia, quimiotaxia e aumento da permeabilidade vascular, o que limita ainda mais os danos, fecha a ferida, remove restos celulares e bactérias e promove a migração celular. A duração do estágio inflamatório geralmente dura vários dias [2].

A fase proliferativa é caracterizada pela formação de tecido de granulação, reepitelização e neovascularização. Esta fase pode durar várias semanas.

A fase de maturação e remodelação é onde a ferida atinge a força máxima à medida que ela amadurece.

Quando ocorre uma lesão, a fase inicial é sempre uma efusão de líquido linfático e sangue. É durante esse processo que a hemostasia adequada é alcançada. Ambas as vias de coagulação extrínseca e intrínseca são ativadas e desempenham um papel na interrupção da perda de sangue. A agregação de plaquetas segue a vasoconstrição arterial para o revestimento endotelial danificado. A liberação de adenosina 5'-difosfato (ADP) resulta no acúmulo de plaquetas e inicia o processo de trombose. A vasoconstrição é um processo de curta duração que é logo seguido por vasodilatação, que permite o influxo de células brancas e mais trombócitos.

A fase inflamatória começa com hemostasia e quimiotaxia. Tanto os glóbulos brancos quanto os trombócitos aceleram o processo inflamatório, liberando mais mediadores e citocinas. Além do fator de crescimento derivado de plaquetas, há outros fatores que promovem a degradação do colágeno, a transformação de fibroblastos, o crescimento de novos vasos e a reepitelização. Todos os processos ocorrem ao mesmo tempo, mas de forma sincronizada. Mediadores como a serotonina e a histamina são liberados das plaquetas e aumentam a permeabilidade celular. O fator de crescimento derivado de plaquetas atrai fibroblastos e, juntamente com o fator de crescimento transformador, aumenta a divisão e multiplicação de fibroblastos. Os fibroblastos, por sua vez, sintetizam colágeno.
Células inflamatórias, como neutrófilos, monócitos e células endoteliais, aderem a uma estrutura de fibrina que é formada pela ativação plaquetária. Os neutrófilos permitem a fagocitose de restos celulares e bactérias, permitindo a descontaminação da ferida [4].
A fase proliferativa ou de granulação não ocorre em um tempo discreto, mas ocorre o tempo todo em segundo plano.
Nos dias 5 a 7, os fibroblastos começaram a depositar novos colágeno e glicosaminoglicanos. Esses proteoglicanos formam o núcleo da ferida e ajudam a estabilizar a ferida.
A reeepitelização começa a ocorrer com a migração de células da periferia da ferida e bordas adjacentes. Inicialmente, apenas uma fina camada superficial de células epiteliais é depositada, mas com o tempo, uma camada mais espessa e mais durável de células irá unir a ferida.
A neovascularização ocorre tanto pela angiogênese, que é a formação de novos vasos sangüíneos a partir dos vasos existentes, como pela vasculogênese, que é a formação de novos vasos a partir de células progenitoras endoteliais.
Uma vez que as fibras de colágeno foram estabelecidas na estrutura de fibrina, a ferida começa a amadurecer. A ferida também começa a se contrair e é facilitada pela deposição contínua de fibroblastos e miofibroblastos.

A fase de maturação ou remodelação começa por volta da semana 3 e pode durar até 12 meses. O excesso de colágeno se degrada, e a contração da ferida também começa a atingir o pico por volta da semana 3. A contração da ferida ocorre em uma extensão muito maior na cura secundária do que na cicatrização primária. A resistência à tração máxima da ferida ocorre após cerca de 11 a 14 semanas. A cicatriz final resultante nunca terá 100% da força original da ferida e apenas cerca de 80% da resistência à tração.

As feridas geralmente cicatrizam em 4 a 6 semanas. As feridas crônicas são aquelas que não se curam dentro desse prazo.
Muitos fatores podem levar a uma cicatrização comprometida. Os fatores primários são hipóxia, colonização bacteriana, isquemia, lesão por reperfusão ( por falta de oxigenio no sangue e esquemia leva 
 leva à obstrução do fluxo sanguíneo para os tecidos periféricos), resposta celular alterada e defeitos na síntese de colágeno. Estes podem ser o resultado de uma doença sistêmica, como diabetes, ou condições crônicas, como tabagismo ou desnutrição. Fatores locais que podem prejudicar a cicatrização de feridas são pressão, edema tecidual, hipóxia, infecção, maceração e desidratação.
O biofilme bacteriano, que é criado por uma comunidade bacteriana para proteger contra as defesas do hospedeiro e permitir a proliferação bacteriana, é outro fator inibitório da cicatrização de ferimentos. O biofilme pode produzir um ambiente de baixo oxigênio e baixo pH para a ferida. Este filme também pode criar uma barreira física que impede a migração celular e impede a penetração de antibióticos e anticorpos.
Curativos para feridas devem criar um ambiente úmido para evitar a dessecação da ferida, mas permite a absorção de exsudato adicional. Deve permitir o fluxo de ar, evitar a contaminação por partículas e ser impermeável a bactérias ou microbiotas. Cuidados a serem tomados após microagulhamento, jato de plasma e outros procedimentos estéticos. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK47044/


Dermaplaning é um procedimento simples, rápido e seguro para esfoliar a epiderme e livrar a pele de finas

pêlos de veludo (penugem de pêssego) raspando a pele com uma lâmina estéril; tem poucos ou nenhuns efeitos adversos. Usando um bisturi e um toque delicado, o provedor simplesmente raspa a superfície da pele usando traços leves. É mais frequentemente usado em pacientes com pele áspera e seca e / ou hiperpigmentação superficial para melhorar o tom de pele. É um tratamento seguro para pacientes grávidas ou amamentando que desejam uma esfoliação profunda. Este tratamento pode ser recomendado para preparar a pele para peelings químicos, pois permite que os produtos penetrem mais facilmente no camadas mais profundas. Os resultados não podem ser vistos em um único tratamento. Acompanhamento com tratamentos de manutenção pode ser recomendado.Riscos e efeitos colaterais:

 O dermablading pode criar raspagem, corte e / ou abrasão da pele.

 Muitos pacientes estão freqüentemente preocupados com o fato de o cabelo voltar a crescer mais e mais escuro após a plastificação; Este não é o caso. O cabelo irá crescer na mesma taxa e textura que antes do tratamento dentro de 4 - 6 semanas.

 Os pacientes que têm pele oleosa, acne inflamada ou são alérgicos ao níquel não são candidatos ideais para a

tratamento.

 Dermaplaning pode ser feito com a freqüência de duas semanas, embora geralmente seja feito quando o cabelo vellus começa a crescer de volta, que geralmente é daqui a um mês.

 Alguns pacientes podem apresentar vermelhidão, irritação, secura, erupções de acne pós-tratamento ou foliculite.

 Manchas e / ou herpes podem ocorrer após este tratamento.

Antes do tratamento:

 7 DIAS ANTES DO tratamento: Evitar a depilação 7 dias antes e depois deste tratamento.

• 3 DIAS ANTES DO tratamento: Evite produtos tópicos tais como tretinoína (Retin-A), retinóis, retinóides,

Ácido Glicólico, Ácido Alfa Hidroxi, Ácido Salicílico, ou outros "anti-envelhecimento", "acne" e "branqueamento" produtos. EVITE TAMBÉM encerar, branquear, pinçar ou usar creme depilatório na área a ser

tratado. Limpar a pele com um sabonete suave .

• Evite a exposição excessiva ao sol e use um protetor solar de amplo espectro diariamente de FPS 30 ou superior 

 Informe se você tem histórico de herpes facial e / ou nasal para receber aconselhamento sobre terapia antes do tratamento.
Dia do tratamento:

 Tente chegar ao CONSULTÓRIO com um “rosto limpo”. Por favor, não use maquiagem, se possível.

Imediatamente após o tratamento:

 É normal que a pele pareça vermelha e inflamada. Feridas leves podem se formar na área tratada e permanecer

24 a 48 horas.

 Interromper o uso de todos os produtos tópicos por 72 horas após o tratamento.

 Use um hidratante suave, conforme necessário .

 Limpar a pele com um sabonete suave 

 Não use maquiagem pesada no primeiro dia.

 Evite a exposição excessiva ao sol e use um filtro solar de amplo espectro diariamente de FPS 30 ou superior.
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